
🧠 Bullying: quando a dor foi chamada de “brincadeira”
O bullying sempre existiu — mesmo quando ainda não tinha nome.
Por muito tempo, ele foi tratado como algo comum.
No entanto, seu impacto sempre foi real.
De forma geral, podemos entender o bullying como a exposição repetida de uma pessoa a ações negativas ao longo do tempo — definição desenvolvida por Dan Olweus.
Esse conceito nos ajuda a enxergar algo que sempre esteve diante dos nossos olhos…
mas que, por muito tempo, foi normalizado.
E, por isso, talvez esse tenha sido exatamente o problema.
😶 Uma geração que aprendeu a silenciar a dor
Se você cresceu entre os anos 1990 e 2000, provavelmente já viu — ou viveu — situações de bullying na escola.
Naquela época, as pessoas tratavam isso como algo comum.
Elas não viam isso como violência. Era apenas “parte da infância”.
Frases como:
- “Isso forma caráter”
- “Na minha época era pior”
- “Hoje em dia é tudo mimimi”
Ainda ecoam até hoje 🔁
No entanto, o que essas frases escondem é algo mais profundo:
uma tentativa de justificar dores que nunca foram acolhidas.
No Brasil, embora pesquisadores estudassem o tema desde os anos 1970, foi apenas a partir dos anos 2000 que o bullying começou a ganhar visibilidade.
Antes disso, o silêncio dominava.
E, além disso, o silêncio também ensina 🤐
🏫 O que a escola revela sobre a sociedade
A escola nunca foi um espaço isolado.
Na verdade, ela reflete — em pequena escala — o mundo lá fora.
Durante esse período, o preconceito ainda estava presente nas relações do dia a dia.
Por isso, ele também aparecia nas salas de aula:
- Crianças negras sendo isoladas
- Meninos ridicularizados por não seguirem padrões de masculinidade
- Meninas sendo silenciadas
- Diferenças sendo tratadas como defeitos
Nesse contexto, o bullying não era só “zoação”.
Na prática, ele funcionava como uma forma disfarçada de violência social.
👉 Esse tipo de experiência impacta diretamente o bem-estar emocional no dia a dia, especialmente quando não há acolhimento.
🚫 A exclusão que não faz barulho
Porém, nem todo bullying é visível.
Às vezes, ele não aparece no empurrão…
mas sim no vazio ao redor de alguém.
Ser ignorado.
Ser deixado de lado.
Não ser escolhido.
Isso também machuca — e, muitas vezes, machuca mais 💔
👉 Com o tempo, essas experiências podem contribuir para o desenvolvimento de ansiedade.
Por isso, vale entender melhor como a ansiedade afeta a mente e o comportamento.
🌱 Ninguém nasce machucando o outro
Além disso, existe uma ideia perigosa de que algumas pessoas simplesmente “são más”.
No entanto, essa ideia não se sustenta quando olhamos mais fundo.
Como dizia Jean-Paul Sartre:
“a existência precede a essência”.
Ou seja, ninguém nasce pronto.
Nós nos tornamos quem somos ao longo das experiências.
👉 Segundo estudos amplamente discutidos na Organização Mundial da Saúde, experiências sociais e emocionais têm impacto direto no comportamento e na saúde mental ao longo da vida.
Isso inclui, também, os comportamentos agressivos.
⚠️ O perigo de tratar o bullying como algo “normal”
Reduzir o bullying a “brincadeiras” é ignorar tudo o que existe por trás dele.
Afinal, cada atitude tem uma história.
Cada comportamento tem uma origem.
E cada silêncio também fala.
Por isso, olhar para o bullying de forma superficial é injusto —
não só com quem sofre, mas também com quem reproduz esse comportamento.
🌿 E agora?
Diante disso, talvez a pergunta mais importante não seja:
“quem está errado?”
Mas sim:
o que estamos ensinando, mesmo sem perceber?
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